Quem tramou o MFA?

António Barata

O incêndio da embaixada de Espanha em 1975 não foi vergonha nem provocação da CIA, mas uma acção exemplar de revolucionários portugueses e espanhóis. Se caiu mal ao PCP e ao MFA, foi porque comprometeu aos olhos da burguesia a imagem ordeira da “revolução dos cravos”.

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A fome – um crime contra a humanidade

António Barata

No início de Setembro apareceram notícias na imprensa portuguesa dando conta do crescimento, pelo terceiro ano consecutivo, da fome no mundo. Segundo os dados divulgados, 846 milhões de pessoas passam fome, mais de 20 mil morrem diariamente de subnutrição e cerca 13 milhões encontram-se ameaçadas de morte por nada terem para comer senão aquilo que lhes chega a conta-gotas via ONU, seja no Congo, Sudão, Moçambique e Iémen, ou nos campos de concentração para refugiados e imigrantes situados nas fronteiras da União Europeia, nomeadamente na Grécia, Itália, Hungria e Bulgária, mas também nos da Turquia, Líbia, Líbano, Estados Unidos, México e outros.

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Combater o Imperialismo e o Oportunismo: Tarefas Indispensáveis dos Comunistas

1870-2020: 150 Anos do Grande Lênin!

Lenine discursando na Praça Vermelha discursando para as tropas do serviço militar em 25/5/1919

Comentários ao texto de Lênin “O Imperialismo e a Cisão do Socialismo” (outubro de 1916)

Cem Flores

Em 2020, comemoram-se os 150 anos de nascimento do grande revolucionário e dirigente comunista Vladimir Ilitch Lênin. A melhor homenagem que os comunistas de todos os países podem fazer em sua memória é resgatar os seus ensinamentos e a sua prática militante, aplicá-los concretamente nas condições concretas das lutas presentes e buscar desenvolvê-los.

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Contra Bolsonaro: frentes amplas de classes ou resistência e luta operária e popular?

Cem Flores

Desde o início do ano, o mundo e o Brasil vivem uma grave crise sanitária em função da pandemia de Covid-19, que detonou uma grave crise econômica – que já estava a caminho após anos de baixo e minguante crescimento e agravamento das contradições do capital –, e que se soma, em países como os EUA e o Brasil, com uma também grave crise política.

Leia a análise do Cem Flores sobre essas crises no livro digital:
A Luta de Classes no Brasil em Contexto de Crise e Pandemia.
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Guerra Civil de Espanha

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Ana Barradas

Em Julho de 1936, com o levantamento militar franquista, inicia-se a guerra civil de Espanha. Comunistas e fascistas polarizam a guerra. A linha geral do Movimento Comunista Internacional, de frente popular contra o fascismo, passa pela sua mais importante prova de fogo e é derrotada. Os incondicionais do 7º Congresso da III Internacional explicam a derrota com os “erros” dos comunistas espanhóis e, principalmente, com a política de neutralidade das democracias ocidentais que, assim, abriram o caminho para o afogamento em sangue da revolução espanhola pelos franquistas.

Os textos que se seguem apontam noutro sentido, culpando a política de frente popular pela derrota da revolução. São eles:
Ganhar a unidade, perder a revolução, de Ana Barradas;
Derrota de uma revolução, de Ana Barradas;
Espanha, a revolução esmagada, Workers Advocate Continuar a ler

O padre Vieira e o revisionismo histórico

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António Barata

Há cerca de três semanas, alguém sujou a estátua do padre António Vieira, no Bairro Alto, com tinta vermelha e nela escreveu “descolonização”. E como sempre acontece quando alguém belisca e contraria a narrativa chauvinista de glorificação do defunto império colonial luso, de imediato se ergueu um coro de indignados protestos em defesa do bom nome da pátria. Continuar a ler

O outro, mais agressivo e perigoso vírus

estamos todos no mesmo barco

Ana Barradas e António Barata

Ficar em casa e preservar a saúde individual e colectiva ou sair para trabalhar, correndo o risco de contágio? O presidente da República, o governo, o parlamento, os empresários, os banqueiros e os média falam como se houvesse dois lados, um a favor da economia e outro a favor do confinamento social. Primeiro gritavam-mos: “Fiquem em casa! Cuidado com o vírus”. Agora o primeiro-ministro vem para a tv exortar: “Saiam de casa! Venham pôr a economia a funcionar!”. Ou seja: “Consumam e trabalhem como dantes, deixem-se de frescura!”. Continuar a ler

A nova crise mundial do capital: a conjuntura internacional nos tempos de pandemia

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“Nossa saúde é igualmente essencial!”. Trabalhadores da Amazon, nos EUA, protestam contra suas condições de trabalho e de saúde durante a pandemia. Já foram registrados protestos em Nova Iorque, Detroit e Chicago. Líderes do protesto foram demitidos. A empresa do homem mais rico do mundo viu seu faturamento e seus lucros aumentarem na crise, às custas da exploração e do adoecimento dos trabalhadores/as. Como sempre, o capital, para manter seus lucros, não hesita em queimar parte de sua força de trabalho em uma epidemia.

Cem Flores Continuar a ler