A esquerda em Portugal

Ana Barradas

Há que dizer claramente que deixou de existir uma verdadeira esquerda anti-sistema. Pelo menos desde os anos 80, assiste-se a uma viragem à direita, com os partidos revolucionários e anticapitalistas a aderir à social-democracia, e os partidos social-democratas, assim como a esmagadora maioria dos “comunistas” ortodoxos, a aderir aos liberalismos.

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O impacto da crise do capital no mercado de trabalho global em 2020

Cem Flores

O ano de 2020 foi marcado por mais uma violenta crise do sistema imperialista mundial. A economia global, que em 2019 já se encaminhava para uma nova recessão, foi fortemente abalada pelos impactos da pandemia do novo coronavírus, detonador e agravante da crise. Além dos impactos imediatos, vários são seus efeitos permanentes, a aprofundar o atual estado depressivo do imperialismo e agravar suas contradições, como demonstrou o texto de Michael Roberts sobre as projeções para 2021. Um desses efeitos permanentes, a ser analisado com muita atenção pelos comunistas pela sua relevância para a luta de classes, será no mercado de trabalho.

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Não somos os 99%: Francisco Martins Rodrigues sobre os perigos de se aliar à pequena-burguesia (Pt. 1) / We Are Not the 99%: Francisco Martins Rodrigues on the Dangers of Allying with the Petty-Bourgeoisie (Pt. 1)

MM

“Francisco Martins Rodrigues (FMR) é uma figura pouco conhecida no comunismo global, mas a sua análise é essencial para desmistificar o bloqueio do potencial revolucionário no Norte Global”./”Francisco Martins Rodrigues (FMR) is a little-known figure in global communism, and yet his analysis is key for demystifying the blockage of revolutionary potential in the Global North.”

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Desafios da esquerda na UE

Ana Barradas

Com a pandemia covídica a cumprir o seu curso inevitável, o ano terrível de 2020 terminou com a Europa esparvecida e paralisada pelo medo dos contágios, pelas restrições às liberdades individuais e pelos constantes confinamentos sanitários. Por cima disso, e perante o anunciado aprofundamento da crise económica iniciada em 2007, alargando ainda mais o fosso entre ricos e pobres, os trabalhadores receiam ser lançados numa crise muito grave de privações, fome e miséria.

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Não estamos condenados

António Barata

O ano de 2020 terminou com o país em letargia, anestesiado pelo medo, pelo confinamento e o alastramento do desemprego, da precariedade e da pobreza. De tal maneira manso, que é como se nada se estivesse a passar neste Portugal diariamente afogado pelas doses cavalares dos repetitivos noticiários televisivos sobre a COVID e a doentia contabilidade das suas vítimas, que nada acrescentam ao que se sabe nem informam devidamente sobre as formas de nos protegermos, mas a servirem de veículo à constante e desorientada propaganda governamental – agora em torno da vacinação.

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Rejeição da tática que subordina o proletariado à burguesia (A Crise Brasileira)

Carlos Marighella

Escrito em pleno processo de crítica de Marighella ao PCB, que culminaria com sua demissão da executiva no final desse ano e a posterior criação da Ação Libertadora Nacional (ALN), o capítulo Rejeição da Tática que Subordina o Proletariado à Burguesia, do livro A Crise Brasileira (1966), faz uma crítica feroz à tática do PCB de subordinação ideológica e política do proletariado à burguesia.

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Engels e a Análise da Situação das Classes Trabalhadoras

Edição do colectivo Cem Flores, comemorativa dos 200 anos do nascimento de Friedrich Engels, sobre o seu estudo da situação das classes trabalhadoras britânicas, realizado antes de 1845, “abordando inúmeras questões que estão concretamente presentes na vida das massas trabalhadoras e que influenciam diretamente suas organizações e lutas, … conseguiu não só ser um poderoso instrumento de denúncia (“da primeira à última página, meu livro é um libelo contra a burguesia inglesa”,p. 332) e orientação política para sua época, como abriu as portas para um tratamento científico, materialista,das classes e das lutas de classes no capitalismo.”

A situação da classe trabalhadora na Inglaterra, Editorial BoiTempo

A conjuntura internacional ao final de 2020: crise, pandemia e resistência

Manifestação na Nigéria contra a brutalidade do aparelho repressivo de estado capitalista, em 20 de outubro

Cem Flores

As Crises do Capital no Século 21

As duas primeiras décadas deste século 21 já testemunharam três crises globais do capital, iniciadas em 2001, 2008 e 2020. Neste ano, o sistema imperialista mundial afundou novamente na recessão sem que tenha conseguido sequer se recuperar inteiramente, em escala global, da crise iniciada em 2008. Os efeitos permanentes da crise anterior se somam e agravam os efeitos permanentes da crise atual.

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