Trabalho abstracto e luta de classes

Capítulo 5 – EM RESUMO: TRABALHO ABSTRACTO E LUTA DE CLASSE
do livro do Tom Thomas Le capital automate, ed. Jubarte, 2017.

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Tradução de Ana Barradas

TRABALHO ABSTRACTO E LUTA DE CLASSE

1) Somente a compreensão do trabalho abstrato como substância do valor das mercadorias (M) permite compreender por que estas, e com elas o trabalho concreto e os valores de uso que elas representam, não podem socializar-se apenas como valores de troca, uma maneira que assume concretamente a forma de dinheiro (A). Continuar a ler

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Ana Barradas

Andam por aí uns historiadores, “iluminados” pela historiografia castelhana mais retrógrada, a fazer renascer o mito de que Portugal deve em parte à Catalunha a sua independência. Sem nenhum espírito crítico, gente da esquerda pôs-se a repetir esta fatwa originada no período franquista em Espanha, e continua a repeti-la, sem se dar ao trabalho de estudar o assunto e consultar autores mais idóneos. Foram os bonzos fascistas que popularizaram esta versão histórica, mais consentânea com o seu ideário imperial do que seria reconhecerem eles, como é devido, o valor dos nacionalistas portugueses daquela época e a rotunda derrota de Espanha em Portugal. Continuar a ler

Uma contribuição à luta dos comunistas na Catalunha

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Cem Flores

O site Bandeira Vermelha publicou em 06/11/2017 três artigos debatendo a luta pela independência da Catalunha: Fetiches e superstiçons no process catalám – Reflexons para o debate, de Carlos Morais, Sem socialismo não há independência para o povo!, de Ana Barradas e A fraude da Catalunha, de António Barata. Os três artigos dão excelentes contribuições para a compreensão sobre a luta na Catalunha, buscando analisar os fatos de uma perspectiva proletária, marxista.

Estimulados por esse debate queremos dar uma pequena contribuição à essa discussão. E pensamos fazê-lo a partir de duas perguntas:
1- É justa, do ponto de vista do proletariado, a participação dos comunistas na luta pela independência da Catalunha?
2- Sendo justa, como deve ser essa participação?

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Fetiches e superstiçons no process catalám – Reflexons para o debate

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Carlos Morais

Há uns dias um prezado camarada latinoamericano conversava comigo por whastApp sobre a situaçom do processo independentista catalám. Este dirigente dumha organizaçom revolucionária do país de Salvador Allende é Miguel Enríquez, dizia textualmente “Ouça, ao parecer o Estado espanhol tomou o controlo total da Catalunha?”. Eu respondim com um lacónico “Sim”. De imediato voltou a perguntar, “E existem independentistas que saiam a pelejar?”. Perante o meu telegráfico “Nom”, afirmou “Que lamentável”. O meu novo “Sim” foi respondido com um “Bom, mas nom se enfade comigo, eu sou chileno, nom catalám”. Continuar a ler

Independência nacional será resultado da luita popular sob direçom operária

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Agora Galiza

Perante o julgamento ao que estám sendo submetidos três altos responsáveis do anterior governo da Generalitat da Catalunha por terem organizado 9 de novembro de 2015 umha consulta soberanista, e os apelos à defesa da legalidade espanhola que utilizam na sua defesa no Tribunal Superior de Justiça da Catalunha, Agora Galiza considera oportuno transmitir a posiçom do socialismo independentista galego sobre os acontecimentos em curso e as perspetivas que se divisam a curto/meio prazo.

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