Reformismo armado só atrasa a revolução

NPA

Ana Barradas

O Novo Exército Popular das Filipinas (NEP), braço armado do Partido Comunista das Filipinas (PCF) – que até bem recentemente esteve em negociações de paz com o governo filipino – executou em meados de Julho um ataque a oficiais do Grupo de Segurança Presidencial, em resposta à decisão do presidente filipino de expandir a lei marcial até o final deste ano de 2017 na região de Mindanau, onde os maoistas têm a sua mais forte implantação. Continuar a ler

“La jerarquía nunca es neutra, es el principio de la explotación”

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Silvia Federici

Escritora, activista y profesora de la Universidad de Hofstra de Nueva York, Silvia Federici es una referente en la economía feminista. Hablamos con ella durante el V Congreso Estatal de Economía Feminista [1] sobre cuestiones como el sistema capitalista, las alternativas soñadas y en marcha, la lucha salarial, el trabajo doméstico, la quema de brujas y el imaginario popular. (Entrevista por Beatriz Plaza y Erika González* para la revista Pueblos)  Continuar a ler

O movimento sindical na crise do capitalismo brasileiro

S‹o Miguel Paulista Ð SP

Cem Flores

Em diversas intervenções recentes o Blog Cem Flores tem mostrado a grande ofensiva burguesa sobre as condições de trabalho, de luta e de vida das classes dominadas no Brasil[1]. A crise do capitalismo brasileiro abriu um novo e duro período no qual a exploração e a opressão da classe operária e demais setores do povo estão se aprofundando rapidamente. Várias dessas derrotas e retrocessos estão sendo sacramentados pelo Estado burguês em novas legislações, fazendo que “direitos” e conquistas de décadas de luta sejam evaporados (oficial e legalmente…) em questão de meses. O objetivo final do capital com tudo isso é a retomada das condições de sua acumulação e lucratividade. Continuar a ler

Falsas dicotomias nos movimentos contra as opressões

arton2049

Diana Costa

Há uma narrativa prevalecente na história dos movimentos sociais e políticos que diz que, a partir dos anos 60, com o aparecimento daquilo a que se chamou os Novos Movimentos Sociais, as reivindicações classistas construídas em torno do movimento operário foram substituídas por movimentos fragmentados com reivindicações parciais e identitárias (feministas, estudantis, etc). Mais tarde, os herdeiros das teorias dos Novos Movimentos Sociais acrescentam ainda que, a partir de meados dos anos 90, uma nova geração de Novíssimos Movimentos Sociais veio a propor novas sínteses entre as reivindicações económicas e laborais e as identitárias, rompendo com a dicotomia vigente. Continuar a ler

Um feminismo anti-operário

carga policial

Ana Barradas

Há mais de cem anos, as mulheres das fábricas de Setúbal, com sa­­lários que oscilavam entre os 350 e os 400 reis, exigiam au­­mentos de 50 reis por hora. O advento das máquinas de sol­dar e a crise da indústria conserveira ameaçavam pôr no desemprego milhares de operários. Declarada a greve a 21 de Fevereiro de 1911 – tinha a República cinco meses –, de­pressa se revelou a intransigência dos patrões. Continuar a ler