Vem aí o fascismo? por Francisco Martins Rodrigues

Fascistas americanos

Cem Flores

Os que assim pensam, entendem o fascismo como um novo movimento, uma terceira força justaposta ao capitalismo e ao socialismo (e que os domina). Para quem partilha esta opinião, não só o movimento socialista, mas também o capitalismo teriam podido, se não fosse o fascismo, continuar a existir, etc. Naturalmente que se trata de uma afirmação fascista, de uma capitulação perante o fascismo. O fascismo é uma fase histórica na qual o capitalismo entrou; por consequência, algo de novo e ao mesmo tempo de velho. Nos países fascistas, a existência do capitalismo assume a forma do fascismo, e não é possível combater o fascismo senão enquanto capitalismo, senão enquanto forma mais nua, mais cínica, mais opressora e mais mentirosa do capitalismo.

Brecht, Cinco dificuldades para escrever a verdade Continuar a ler

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Carta aos comunistas espanhóis e do mundo respeito aos acontecimentos na Catalunha

catalunha

Primeira Linha

“O proletariado das naçons opressoras nom pode limitar-se a pronunciar frases gerais, esterotipadas, contra as anexaçons e pola igualdade de direitos das naçons em geral, frases que qualquer burguês pacifista repete. O proletariado nom pode silenciar o problema, particularmente “desagradável” para a burguesia imperialista, relativo às fronteiras de um Estado baseado na opressom nacional. O proletariado nom pode deixar de luitar contra a manutençom pola força das naçons oprimidas dentro das fronteiras de um Estado determinado, e isso equivale justamente a luitar polo direito à autodeterminaçom.
Deve exigir a liberdade de separaçom política das colónias e naçons que a “sua” naçom oprime. Em caso contrário, o internacionalismo do proletariado será vazio e de palavra; nem a confiança, nem a solidariedade de classe entre os operários da naçom oprimida e opressora seriam possíveis; ficaria sem desmascarar a hipocrisia dos defensores reformistas e kauskianos da autodeterminaçom, quem nada dim das naçons que a “sua própria” naçom oprime e retém pola força no “seu próprio” Estado.”
(Lenine) Continuar a ler

Bilboko Lekerika taberna erasotu dute / Ataque contra la taberna Lekerika de Bilbao

taberna basca

Boltxe Kolektiboa

(Versão em espanhol no fim do artigo)

Abuztuaren 27 gauean Bilboko Lekerika taberna erasotua izan da, erasoan kristala apurtu eta pintura bota egin dute fatxada zikinduz. Betiko Bilboko taberna hau amnistiaren aldeko aldarriarekin bat egiten du. Eraso hau, amnistiaren aldeko aldarrikapen honen aurkako zirikatze kanpainaren beste pauso bat baino ez da gure aburuz. Boltxe kolektiboaren partetik gure babes osoa adierazi nahi diegu Lekerika tabernako langileei eta amnistiaren alde lan egiten duten guztieei. Continuar a ler

Kepa, omenaldiril hoberena, garaipena! / Kepa, el mejor homenaje, la victoria!

Kepa funeral copy

Herritar Batasuna

(Versão em espanhol no fim do artigo)

Kepa del Hoyo ez da espetxean hil. Espetxeak hil egin du. Inor ez da presondegian hiltzen. Presondegiek hil egiten dute, torturatzeko tresnak direlako. Sistema inperialista, kapitalista eta patriarkal honek zapaldu guztion aurka etengabe erabiltzen duen biolentzia mugagabearen beste tresna bat direnez, kartzelak makina hiltzaileak dira. Edonon. Continuar a ler

O pensamento colonial de Jorge Dias

Jorge Dias

Ana Barradas

Há precisamente 40 anos, o Estado Novo supunha que as opiniões políticas de Jorge Dias sobre a situação em que se encontravam as colónias que acabava de visitar, a convite de Adriano Moreira, seriam acima de toda a suspeita, por se tratar de uma figura académica prestigiada, não afecta ao regime e cuja capacidade de análise era reconhecida por todos. Por isso o escolheu para fazer um estudo sobre as “minorias étnicas das províncias ultramarinas”. Continuar a ler

O fim da obediência

china mulhers

Ana Barradas

Vem a propósito de centenário de Mao Tsé-tung recordar os acontecimentos que na China marcaram o espantoso progresso das mulheres promovido pela revolução, que as fez transpor em poucos anos um atraso de séculos. Foi esse prodígio que se repercutiu ao longo de décadas no resto do mundo, rasgando novos horizontes ao movimento feminista e restituindo ao campo revolucionário uma causa que os revisionistas tinham condenado ao esquecimento. Continuar a ler